O deputado Raimundo Cutrim ao falar das acusações de sua suposta participação no assassinato do jornalista Decio Sá, dispara fortes acusações ao Secretario de Segurança do governo Roseana do qual o proprio cutrim faz parte da base de aliados, em seu pronunciamento o Deputado chama o Secretario de moleque e coloca em duvida o depoimento do assassino.
Do blog de Marcos Deça
O secretário Aluísio Mendes não quis comentar as acusações do
deputado Raimundo Cutrim (PSD) feitas hoje da tribuna da Assembleia
Legislativa.

Sobre Aluísio, Cutrim disse tratar-se de um “moleque travestido de
secretário”.
A acusação ao governo se dá quando o parlamentar diz que o depoimento
de Jhonatan de Souza – acusando-o de ser o mandante do assassinato do
jornalista Décio Sá – fora manipulado na secretaria.
É uma acusação a um dos auxiliares do governo, portanto, uma acusação
ao próprio governo.
Na verdade, as acusações de Cutrim mereceriam, no mínimo, um
contraponto de algum membro do governo na Assembleia. Mas a bancada
governista ficou inerte, como que se concordasse com o colega deputado.
À exceção da deputada Graça Paz (PDT) – a única que, corretamente,
ponderou com Cutrim, defendendo o trabalho da imprensa e pedindo cautela
em relação às acusações à polícia – nenhum parlamentar disse
absolutamnte nada que se contrapusesse ao deputado do PSD.
O mesmo silêncio que se vê em
Aluísio Mendes e no governo. E ficar calado não adiantará nada.
Aliás, Aluísio tem sido acusado em várias frentes.
Suspeita-se, por exemplo, que a polícia agiu açodadamente ao prender o
capitão Fábio Aurélio Capita com base apenas em um depoimento – e
poderá soltá-lo, num mico que custará caríssimo ao cofres públicos.
Também suspeita-se de proteção a setores da polícia em relação a desvio
de armas e envolvimento de policiais com os criminosos do caso Décio.
Sobre Aluísio pesa também a acusação de que ele patrocine vazamentos
dirigidos de depoimentos.
E o próprio Cutrim chama de armação do “moleque travestido de
secretário” a acusação feita pelo assassino Jhonatan de Souza.
Mas Aluísio Mendes permanece em silêncio.
E quem cala, consente…
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